Este blog contém alguns poemas publicados na Agenda da Semana do site Cultura Pará.
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15 de ago de 2010


TEMPO IMAGEM


Inteiro no corpo da palavra o charco trazia o cheiro da mata caída, deixando a larva submersa no rastro de um rio. Lacrando rimas em silêncio joguei ao vento a fumaça que veio das cinzas e no lamento da palavra deixei fluir um momento de poesia: No rio ainda resta um barco solto no ócio da palavra silenciosa, exalando ópios na trajetória do sonho. Sem quase nenhum horizonte o barco ainda passa diante do rio, onde há palavras sem rumo querendo água corrente na cor de uma sombra, ainda velada em rastros no porto da memória. Apalavrada em sementes a larva encontra o seu horto no curso da história e o barco navega sem parar no tempo.

     Milton Meira


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