Este blog contém alguns poemas publicados na Agenda da Semana do site Cultura Pará.
www.culturapara.art.br

21 de fev de 2010

NOTURNO SER

São os lábios da noite que me
visitam e me lambem,
lazarento cão. Esperas

Só os lábios da noite me excitam
e libertam,
louco amante. Quimeras

Se os lábios da noite hesitam
a língua
lateja no céu das eras

Sem os lábios da noite me ficam
o luar
e o leve vazio. Inútil aquarela


Aristóteles Guilliod de Miranda,
do livro, “Para além dos alísios”, 2003

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