Este blog contém alguns poemas publicados na Agenda da Semana do site Cultura Pará.
www.culturapara.art.br

22 de fev de 2010

POLICHINELO


O seu segredo era como o dos outros.
Seus olhos eram de vidro azul
e na boca vermelha
o riso da ironia.
O humor profundo, amargo e doloroso
vinha de sua boca;
o riso da sabedoria
e do desespero
gritava da sua boca aberta em sangue.
O riso do polichinelo
vinha do coração ausente, era uma advertência.
Era apenas o riso
e falava de um mundo
maior que sua alma.


Paulo Plínio Abreu,
Nasceu em 1921 e faleceu prematuramente em 1959.
Não publicou nenhum livro em vida, só alguns poemas em
jornais em Belém do Pará, sua terra natal. Deixou inúmeras
traduções de autores famosos como Rainer M. Rilke e T.S.Eliot.

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