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Quantas letras me faltam
para te escrever?
As ondas do rio da linguagem
entram pela página
O murmúrio distante do seu movimento
de terror, sede
e escuridão.
Minhas letras não encontram a palavra
para te escrever, ser escrito.
A gramática do rio
desemboca na foz do silêncio
a gotejar sobre mim
como uma gota enorme, plena
toda feita de palavras mudas.
Jorge Henrique Bastos,
do livro “A Idade do Sol”
Doze poemas sobre futebol
Há 10 anos

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